Talvez estimulado pelo invulgar número de viagens empreendidas nos últimos meses, o meu subconsciente tem dado seguimento à diáspora: desde o começo do mês que já sonhei estar em São Paulo (com a Susana e o Kele dos Bloc Party - outra vez), em Tavira (onde havia uma manif de neo-nazis) e em Madrid (novamente com a Susana, mantidas cativas as duas por um tipo que nos fazia escalar uma encosta e dormir 20 dias num sótão, supostamente a pretexto de nos dizer onde era a estação de comboios para regressar a Portugal).
Dias mais tarde, na «vida real», li uma notícia sobre a possível existência de células da ETA na mesma cidade algarvia onde, a dormir, vi neo-nazis, e se me afligi com a possibilidade, congratulei-me com a esperteza (política!) dos meus sonhos.
Esta noite, sonhei que ia a caminho dos Estados Unidos mas passava a vida, ou a viagem, a fazer escalas inesperadas e infrutíferas - em Cuba (!) e em Munique, paragens onde evidentemente nunca estive (pelo menos acordada).
Ao chegar à estação de Algés, e sem razão nenhuma em especial, comprei o JN, jornal do qual gosto bastante mas que não é habitual adquirir. Começo a lê-lo, como é meu costume, a partir da última página, e apanho estas duas notícias em destaque: «Filipe Lima brilha em Munique» e «Fidel Castro pede a defesa da pátria».
Há 15 anos
1 comentário:
Sintonia com pessoas é uma coisa. Mas com jornais é ainda mais especial! Primeiro o JN, o que virá a seguir? O Record? O NME? O New York Times? :D
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