terça-feira, 21 de agosto de 2007

Furacões

Eu percebo que, ao dar e escolher as notícias, a rapaziada dos noticiários se oriente pelo famoso critério da proximidade. Mas parece-me ligeiramente insuflada a importância que se dá ao facto de haver «turistas portugueses!» nos países por onde o Furacão Ivan se prepara para fazer estragos.

OK, é chato ver as férias interrompidas ou canceladas por causa de uma intempérie daquele calibre. Mas justificam-se tantas chamadas telefónicas, tantas esperas no aeroporto em troca de umas declarações perfeitamente banais? A Martini é que se fica a rir, com a repetida exposição televisiva dos gigantescos painéis que tem pespegados na zona das chegadas do aeroporto da Portela.

Pior do que os turistas (portugueses!) não estarão os empresários e habitantes dos países cujas infraestruturas ficarão, pelo menos a curto prazo, sem préstimo?

(O que vale é que para essas e outras causas sociais temos sempre gente como o garboso Gael García Bernal!)

1 comentário:

Cibele disse...

Ainda ontem comentava eu que se estivesse lá de férias o mais certo era ficar! Pior é para os que lá vivem porque os que estão nos hoteis passam muito melhor que os locais.

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