terça-feira, 8 de março de 2005

Gajas

Começo por pedir desculpa a quem tenha vindo ao engano, por causa ao título... aliciante do post. Hoje, Dia Internacional da Mulher, presto vassalagem a duas (ou três, ou quatro... nunca escrevo o que planeio) grandes senhoras, que me inspiram durante o resto do ano, artisticamente falando.

A diva ruiva da country, cantora de voz portentíssima e crenças inabaláveis, deliciosa conversadora e autora de um dos meus discos favoritos, "Blacklisted". E, já agora, a prova de que, muitas vezes e felizmente!, gostamos tanto das pessoas enquanto músicos como pela sua condição... de humanos. É ler esta página inicial, rústica como só uma página feita por alguém que ainda usa a máquina de escrever podia ser, e tentar não simpatizar com a senhora. Se não resultar, escutem a música ou vejam as fotos. Neko Case.



Mais discreta mas consideravelmente perturbante é Nina Nastasia, trovadora nova-iorquina cujos discos nos deixam com a impressão de estarmos a ler um diário negro de alguém que, na maior parte das vezes, se limita a anotar impressões, contar as histórias, sem lhes acrescentar aprovações ou rejeições... e porque é que me voltei a lembrar d' "O Estrangeiro", de Camus, que li outro dia? A Nina vem a Portugal no próximo dia 24 de Abril, para um concerto no IMAN, «ante-câmara» do Festival Tímpano, em Vila Nova de Famalicão. Vai tocar no café-concerto da Casa das Artes daquela cidade. Não sei se vou poder ir, mas parece-me muito sugestivo. Ask your coffee black...



Podia aqui falar de mais, muitas mais mulheres que, musicalmente, me fazem mais feliz (Mirah, Shannon Wright, Laura Veirs são as primeiras que me vêm à memória... Manuela Azevedo, dentro de portas, também me fascina). Mas vou aproveitar as últimas linhas para mandar beijos invisíveis a todas as minhas amigas, à minha mãe, à minha avó, e imagine-se, até à minha irmã. Válidos para todo o ano.

Sem comentários:

Tempos idos

FEEDJIT Live Traffic Feed