A diva ruiva da country, cantora de voz portentíssima e crenças inabaláveis, deliciosa conversadora e autora de um dos meus discos favoritos, "Blacklisted". E, já agora, a prova de que, muitas vezes e felizmente!, gostamos tanto das pessoas enquanto músicos como pela sua condição... de humanos. É ler esta página inicial, rústica como só uma página feita por alguém que ainda usa a máquina de escrever podia ser, e tentar não simpatizar com a senhora. Se não resultar, escutem a música ou vejam as fotos. Neko Case.
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Mais discreta mas consideravelmente perturbante é Nina Nastasia, trovadora nova-iorquina cujos discos nos deixam com a impressão de estarmos a ler um diário negro de alguém que, na maior parte das vezes, se limita a anotar impressões, contar as histórias, sem lhes acrescentar aprovações ou rejeições... e porque é que me voltei a lembrar d' "O Estrangeiro", de Camus, que li outro dia? A Nina vem a Portugal no próximo dia 24 de Abril, para um concerto no IMAN, «ante-câmara» do Festival Tímpano, em Vila Nova de Famalicão. Vai tocar no café-concerto da Casa das Artes daquela cidade. Não sei se vou poder ir, mas parece-me muito sugestivo. Ask your coffee black...
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Podia aqui falar de mais, muitas mais mulheres que, musicalmente, me fazem mais feliz (Mirah, Shannon Wright, Laura Veirs são as primeiras que me vêm à memória... Manuela Azevedo, dentro de portas, também me fascina). Mas vou aproveitar as últimas linhas para mandar beijos invisíveis a todas as minhas amigas, à minha mãe, à minha avó, e imagine-se, até à minha irmã. Válidos para todo o ano.
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