«Hoje, os que não fazem nada comem melhor que nós!»
Hoje no 42 (cá vamos nós outra vez...), uma velhota de 83 anos («A Amália fazia agora 86, era três anos mais velha que eu!») explicava a outra senhora os males do nosso tempo e o que faria, «se mandasse».
À mãe da Joana (a menina algarvia desaparecida no Verão passado), «pendurava-a bem penduradinha e ia-lhe dando três ou quatro picadas nas pernas por dia. Até morrer!».
Aos que «fazem pouco das crianças», capava-os. «Depois que trabalhassem com a língua, que já não aleijava as crianças» (!!!)
Nenhum destes crimes existia, nem mesmo em papel, no afamado «tempo de Salazar». Ou se existiam, eram devidamente punidos. «Quem roubasse um pão ali na padaria, era preso seis meses!», recordava com saudade a nossa heroína.
Às vezes tenho medo do nosso povo...
Há 15 anos

